Na Rua Araújo: Supostos agentes da PRM usam poder para conseguir sexo

A Rua Araújo é a mais conhecida da cidade de Maputo, desde quando a principal cidade moçambicana era chamada de Lourenço Marques, principalmente pelo público masculino, amante da boémia e de momentos de aventuras sexuais sem compromisso mediante pagamento de alguns meticais.

A nossa equipa de reportagem dirigiu-se à baixa, concretamente na Rua Araújo (actual rua do Bagamoyo), o principal “mercado” do prazer da cidade de Maputo, a fim de conversar com algumas profissionais do sexo.

Eram 11 horas de sábado. Ruas calmas e um pouco inóspitas, que após o pôr do sol transformam-se em centro de encontro de homens que procuram ter momentos de prazer ocasionais com mulheres diversas e desconhecidas.

Na rua Araújo, encontram-se diversos tipos de mulheres e cada uma com a sua tabela de preços bem definida e serviços a prestar aos seus “clientes”, que são de variados estratos da sociedade (estudantes, professores, carpinteiros, empresários, políticos, académicos e muito mais).

Logo ao início da rua, o nosso repórter é chamado de forma sensual por uma mulher mestiça, que via nele um potencial cliente que pode-se acrescentar a sua receita diária. O nosso repórter aproxima-se como quem está interessado em solicitar serviços de prazer da mulher que aparentava 30 anos.

Afinal de contas o nosso repórter como tinha missão, não se deixou levar pela tentação. Logo de início disse: “quero conversar apenas”. Ao que a profissional concordou. A conversa com no nosso repórter foi fluindo naturalmente que até desaguo nas perguntas.

Repórter: Como é trabalhar aqui?

– “Não é fácil”, respondeu a profissional do sexo acrescentando que vezes sem conta correm vários riscos. Riscos estes que em alguns casos atentam contra a sua saúde e a vida.

“Há vezes que aparecem clientes que pedem para se envolverem connosco sexualmente sem camisinha, é quando notamos que a pessoa que nos transmitir doenças e não aceitamos”, disse.

Ainda ao longo da conversa a profissional do sexo que trabalha há sete meses, lamentou o facto de haver dias em que alguns indivíduos fardados com uniforme da Polícia da República de Moçambique (PRM) solicitarem os seus serviços, mas para depois não pagarem e outros quando pagam exigem de volta o dinheiro pago.

“Tem vindo aqui pessoas fardadas de polícias que exigem sexo e depois não pagam e se pagam no início, no final pedem de volta o dinheiro.Não temos onde queixar uma vez que eles são intocáveis”, lamentou.

Por outro lado a nossa fonte afiançou-nos que com o dinheiro ganho na Rua Araújo conseguiu erguer a sua habitação e consegue pagar algumas despesas caseiras e garantir as propinas escolares do seu único filho. Porém pretende largar a profissão para abraçar o empreendedorismo, pois sente receios que o seu filho sofra “bullying” no futuro ao descobrirem que a mãe foi ou é profissional do sexo.(INTEGRITY)






Comentários