O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, afirmou hoje que a admissão da União Africana no G20 dá "maior voz e visibilidade" aos "desafios africanos", sendo ainda o "reconhecimento do importante papel" do continente na geopolítica global.
PR de Moçambique diz que União Africana no G20 dá voz aos desafios do continente
"Na sua qualidade de membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, Moçambique regozija-se por este importante avanço continental, que acontece no nosso mandato, ciente de que a presença da União Africana contribuirá na mobilização de parcerias estratégicas para os desafios com que a África se confronta", afirmou Nyusi.
"A admissão da União Africana no G20 vai, certamente, providenciar uma maior voz e visibilidade aos desafios africanos neste importante fórum multilateral", acrescentou o chefe de Estado, numa declaração oficial sobre a decisão da cimeira do grupo das 20 maiores economias do mundo (G20), realizada em setembro, em Nova Deli, na Índia, de admitir a União Africana como Membro de pleno direito da organização.
"Este marco histórico demonstra o reconhecimento do importante papel que o continente africano tem vindo a desempenhar na geopolítica global", acrescentou.
Nyusi recordou que o G20 representa cerca de 85% do PIB mundial e 75% do comércio internacional, bem como dois terços da população mundial, antes da admissão da União Africana.
Assim, apontou na mesma declaração, a União Africana "passa a gozar do mesmo estatuto que a União Europeia, ao lado das maiores economias mundiais, como os Estados Unidos de América, Reino Unido e Rússia".
"Na verdade, grande parte das organizações multilaterais internacionais de maior influência mundial foram criadas numa altura em que o nosso continente estava ainda sob o regime colonial, o que tem limitado a inclusão da voz e das preocupações dos países africanos na agenda global", reconheceu o Presidente moçambicano.
"África deve ocupar o seu espaço nos centros de tomada de decisões do mundo, por mérito e direito próprios", sublinhou igualmente.
Daí que defenda que este processo "deve continuar a replicar-se por outros organismos multilaterais, com destaque para o Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Banco Mundial e o FMI, entre outros, cujas decisões são de grande impacto global".
"Moçambique encoraja a liderança da União Africana a assumir cabalmente o seu papel de fiel representante dos Estados africanos. A liderança deve fazer vincar a visão do nosso continente na promoção da paz e desenvolvimento sustentável, em prol do bem-estar dos nossos povos", concluiu.
Lusa/Fim
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